EFDeportes.com

Facebook Twitter Google +

Recreación

09.10.2015
Brazil
POR |

O lazer na vida dos universitários

Este estudo fez um levantamento da freqüência das vivências no lazer dos alunos de 2º ano dos cursos de Psicologia, Fisioterapia e Odontologia
Conceito de lazer
Importância do lazer na vida dos sujeitos
Frequência das atividades de lazer na vida dos sujeitos

Introdução

O lazer, nos dias atuais, exerce uma contingência importante na vida das pessoas.

O lazer tem uma característica particular de gratuidade e liberdade, que faz com que as pessoas o vejam como algo prazeroso, sem compromisso e praticado em um tempo livre, ausente de preocupações. Estes elementos se inserem no termo "lazer", como algo que tenda para um significado de ausência ou afrouxamento de diferentes regras, dependência, ausência de obrigações de repressão ou censura, ou seja, livre.

Dentre os conceitos, muitos tomam como ponto de referência Joffre Dumazedier - sociólogo francês que por questões metodológicas, divide o lazer em cinco grandes tipos de interesses, sendo, as atividades físicas, manuais, intelectuais, artísticas, e sociais. Camargo acrescenta que atividades turísticas também podem ser incluídas nesta classificação, assim como Schwartz sugere a inclusão dos interesses virtuais.

Myers classifica a aprendizagem como uma mudança realizada através de experiências vividas. O mesmo acontece com o lazer, pois a aceitação e a importância de suas atividades depende, em grande parte, da forma como interpretamos, vivenciamos e aprendemos suas definições e relações com o desenvolvimento, não só acadêmico, mas também da Universidade como um todo.

Nesse sentido, é muito importante a reflexão sobre os tipos de vivências no contexto do lazer de estudantes Universitários, pois os estudantes Universitários, na maioria das vezes, trabalham durante o dia e estudam a noite, tendo somente os finais de semana para o estudo e o descanso, sendo comum verificar uma tendência de que o lazer só se faz presente para as pessoas que não trabalham nem estudam.

No sentido de contribuir para a disseminação da necessidade de se promover uma nova visão sobre a educação para o lazer é que o presente artigo se apresenta, tendo como objetivos: verificar a percepção dos sujeitos quanto a importância do lazer; especificar qual é a freqüência de lazer vivenciados pelos Universitários e identificar se há diferença entre estudantes que trabalham e que não trabalham.

 

Método

Fizeram parte do estudo 45 sujeitos divididos em três grupos de 15 alunos cada, conforme o curso e o período em que estavam matriculados, (matutino - curso de Fisioterapia, integral - curso de Odontologia e noturno - curso de Psicologia), sendo que todos os sujeitos estavam cursando a segunda série de uma universidade particular situada no interior do Estado de São Paulo.

Foi utilizado um questionário adaptado do instrumento elaborado por Largura. Este questionário foi constituído por três itens de identificação e mais 16 questões. As cinco primeiras questões levantaram dados relativos a vida profissional e diária do estudante. As três questões subseqüentes caracterizaram atividades realizadas aos finais de semana. As demais questões trataram especificamente do tema lazer, como significados, importância e razões para a prática.

 

Resultados e discussão

Os dados obtidos foram analisados de acordo com as propostas qualitativa e quantitativa, sendo que esta última utilizou a estatística não paramétrica, de acordo com a descrição de Siegel. Em relação aos tratamentos estatísticos, usou-se a prova do Qui-Quadrado, através do Software estatístico Primer e como base de cálculos foram empregadas as freqüências percentuais, adotando-se o nível de significância de 0,05%. As provas tiveram como principal meta estabelecer ou não a existência de relações entre os dados e testar sua homogeneidade.

Em relação a concepção de lazer na amostra de Fisioterapia, 40,00% dos sujeitos apontaram como "atividades que dão prazer", 35,00% como "descanso", 10,00% "diversão" e outras como " passeio", "atividades físicas" e "atividades saudáveis", com 5,00% cada uma das respostas. O mesmo pode ser observado no curso de Psicologia e Odontologia. Em Psicologia 43,00% consideraram o lazer como "descanso" e 30,00% "atividades que dão prazer". Já em Odontologia, a variação do conceito foi maior, como "atividades físicas", "diversão", "namorar", mas a predominância das respostas também foi como aos grupos anteriores.

No que diz a respeito à importância do lazer na vida dos sujeitos, pôde-se observar uma visão positiva quanto a este conceito em todos os grupos. Na amostra de Fisioterapia, 46,66% dos sujeitos consideraram o lazer "Totalmente relevante" e "Relevante" respectivamente. O mesmo aconteceu com Odontologia e Psicologia variando de 40,00% a 60,00%.

Em relação à freqüência das vivências de lazer na vida dos sujeitos pode-se observar que 66,67% da amostra em Fisioterapia vivenciam o lazer de uma a duas vezes por semana. O mesmo acontece com Odontologia e Psicologia, em que 53,00% dos sujeitos vivenciam o lazer com essa freqüência, respectivamente.

Os dados apontam que a maior freqüência do lazer observado é de uma a duas vezes por semana, o que provavelmente seja reduzido aos finais de semana, uma vez que parte dos entrevistados trabalham e estudam, como é o caso dos alunos de Psicologia, ou estudam o dia inteiro, como se observa no Grupo de Odontologia.

 

Considerações finais

Para a maioria dos alunos participantes da pesquisa, o conceito de lazer parece estar ligado ao período de não trabalho, isto se observa pelo fato dos alunos terem associado o conceito de lazer às noções de "prazer" seguido de "descanso".

Embora os sujeitos tenham uma visão positiva quanto à necessidade do lazer, considerando-o bastante relevante, observa-se que as oportunidades de vivências estão ocorrendo de uma a duas vezes por semana, o que deve se restringir aos finais de semana e, provavelmente, deva estar acontecendo, em função dos estudantes terem que conciliar o estudo e o trabalho.

Para finalizar, uma proposta interessante seria a própria instituição, com o apoio dos cursos de Educação Física e outros, oferecer Atividades Físicas. Proporcionar aos alunos mais espaços, opções onde pudessem usufruir o tempo livre de maneira a imprimir melhor nível de qualidade e um bem-estar maior no centro acadêmico, favoreceria todos os cursos da universidade, e em especial, a Psicologia, que possui um menor tempo disponível para essas vivências.

Fundamental também é a disseminação da educação para o lazer, para que se promova mudanças significativas sobre atitudes e valores referentes ao lazer.

Flávia Regina Martoni
Gisele Maria Schwartz
VER NOTA COMPLETA INICIO
LEER MÁS
El Webstudio