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Fisiología

06.11.2016
Brazil
POR |

A ação de alguns hormônios nos níveis de glicose do organismo humano durante o exercício físico

Este artigo mostra as relações entre os Hormônios do Crescimento (GH), das Catecolaminas, do Cortisol e os níveis de glicose no corpo em atividade física
Os hormônios atuam como controladores das funções corporais e todos atuam de forma direta ou indireta com a glicose ou com os processos em que ela esteja envolvida

Introdução

Muitos estudos reforçam a tese, de que, a resposta aos estímulos (Informações provenientes do meio externo ou mesmo do meio interno) é controlada de três formas; - Pela contração dos músculos esqueléticos de todo o corpo; - Pela contração da musculatura lisa dos órgãos internos e; - através da secreção de Hormônios pelas glândulas exócrinas e endócrinas em todo o corpo . E com, este ultimo funcionando como intermediário entre a elaboração da resposta pelo sistema nervoso e a efetuação da resposta pelo órgão-alvo, sendo considerado como um outro controlador das funções corporais (reguladores fisiológicos). Ou seja, eles podem acelerar ou diminuir as velocidades de reações e funções biológicas que acontecem mesmo em sua ausência, fundamentais no funcionamento do corpo humano tanto em repouso quanto em atividade “Exercício”.

 

Discussão

Em relação ao hormônio do crescimento GH que é estimulado em quantidade de acordo com a intensidade do exercício. Devido á produção de opiáceos endógenos que inibem a produção de somatostatina pelo fígado e desta forma o hormônio que controla o GH é reduzido, ou seja, o exercício estimula a secreção de GH, hormônio responsável pela captação de aminoácidos e da síntese protéica pelas células e redução da quebra das proteínas; - pela acentuação da utilização de lipídios e diminuição da utilização de glicose para a obtenção de energia; - a estimulação da reprodução de células (crescimento tecidual); - e pela estimulação do crescimento do tecido cartilaginoso e ósseo. Alem do estimulo ao fígado secretar em pequenas quantidades de uma proteína semelhante à insulina (somatomedina) que atua com o GH amplificando mutuamente seus efeitos.

Há hormônios também que através do aumento da síntese proteica, e síntese de enzimas aumentando o tamanho e o numero de mitocôndrias na maioria das células, promovendo um aumento na atividade contrátil do coração e uma absorção mais rápida de glicose pelas células. E como conseqüência da glicose incrementada a um melhoramento da gliconeogênese e da mobilização de lipídios, ampliando desta forma a disponibilidade de ácidos graxos livres para oxidação como forma de obtenção de energia como com o hormônio tireóideo. O exercício estimula o aumento da liberação de TSH que estimula a secreção do hormônio tireóideo.

Há hormônios também que atuam no; - aumento da glicogenólise tanto no fígado quanto no músculo que esta em exercício; - aumento da força de contração cardíaca; - Aumento da liberação da glicose e ácidos graxos livres para a corrente sanguínea; - na vaso-dilatação em vasos musculares em exercício e a vaso-constrição nas vísceras e na pele (com o efeito da norepinefrina); - aumento de pressão arterial; - e no aumento da respiração. Como as catecolaminas (epinefrina, norepinefrina). Que durante o exercício os níveis de epinefrina são elevados conforme a intensidade do exercício quase que de forma exponencial. Enquanto os níveis de norepinefrina se mantêm próximos aos níveis basais até que a intensidade do VO2 máx atinja os níveis de 75% de sua intensidade, aumentando de forma linear. Promovendo a adequada redistribuição do fluxo sanguíneo para supri as necessidades dos músculos em atividade, e o aumento da força de contração cardíaca e a mobilização de substrato como fonte de energia.

Não esquecendo os glicocorticóides em especial o Cortisol, que sua secreção é influenciada pelo ACTH. E sua ação consciente em; - adaptação ao estresse; - manutenção dos níveis de glicose adequados mesmo em jejum; - o estimulo a gliconeogênese (especialmente a partir de aminoácidos desanimados que vão, através da circulação, para o fígado); - mobilização de ácidos graxos livres, fazendo deles uma fonte de energia mais disponíveis; - diminuição da captação e oxidação de glicose pelos músculos para obtenção de energia, reservada para o cérebro num efeito antagônico ao da insulina; - estimulação do catabolismo protéico para a liberação de aminoácidos para produção de energia em todas as células do corpo, com exceção do fígado; - alem de facilitar a ação de outros hormônios, especialmente o glucagon e o GH, no processo de gliconeogênese.

Porem as principais secreções que influenciam o controle da glicose plasmática, são liberadas pelo pâncreas de forma exócrina no trato gastrintestinal. E são produzidas pelas células α (alfa) que são responsáveis pela secreção do glucagon e as células β (beta) que são responsáveis pela secreção da insulina. Com um responsável pelo controle da secreção do outro. E a função do glucagon consiste em aumentar a concentração de glicose plasmática através da glicogenólise e gliconeogênese hepática. A atividade aeróbica liberará de forma mais continua e com menos oscilação o glucagon do que as atividades sazonais de indivíduos destreinados “sedentários”.

 

Conclusão

E desta forma, podemos observar que a glicose sanguínea sofre alterações de acordo com as concentrações do GH, do Cortisol, das Catecolaminas (epinefrina e nor-epinefrina), do Glucagon e da Insulina. Já que todos os autores concordam que os hormônios atuam como controladores das funções corporais (reguladores fisiológicos). Podendo acelerar ou diminuir as velocidades de reações e funções biológicas, e todos atuam de forma direta ou indireta com a glicose ou com os processos em que ela esteja envolvida. E em atividade, os corpos demandam de uma maior quantidade de energia, ou seja, glicose em maiores quantidades e tanto o GH, o Cortisol e as Catecolaminas estão associados a reserva de gordura “Depósitos de Energia”, a síntese tecidual “Principalmente Óssea e Cartilaginosa”. Tanto em repouso quanto em atividade. Porem faz-se necessário destacar que há consenso entre todos quanto a uma melhora na eficiência das funções corpóreas com o menor desgaste do corpo devido à otimização que o Exercício pode promover com um processo mais eficiente na síntese de energia e tecidual, minimizando a necessidade de depósitos de Energia “gordura”. E desta forma garantindo uma melhora na qualidade de vida para indivíduos treinados do que para indivíduos destreinados.

Claudio Andre Araujo Lima
Ramon Missias Moreira
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