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Actividad Física y Salud

07.03.2017
Brazil
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Influência do exercício físico no controle da hipertensão arterial

Estudos realizados nas últimas décadas mostram que existem poucas dúvidas quanto ao efeito benéfico do exercício físico crônico na hipertensão arterial
Após algumas semanas de exercícios físicos  regulares, o hipertenso se beneficia dos efeitos agudo tardio e efeito crônico sobre a pressão arterial.

Introdução

Atualmente, a hipertensão arterial é um dos principais problemas de saúde pública, contribuindo significativamente para o aumento da mortalidade da população em geral.

A pressão arterial (PA) é a medida da força ou pressão exercida pelo sangue nas artérias. A mais alta reflete a pressão nas artérias durante a sístole do coração, quando a contração do miocárdio força grande volume de sangue no interior das artérias, a pressão cai na diástole, ou fase de enchimento do coração. Para a Organização Mundial de Saúde os valores admitidos são: 120x80mmHg, em que a pressão arterial é considerada ótima e 130x85mmHg sendo considerada limítrofe. A pressão arterial diastólica é mais baixa na artéria durante o ciclo cardíaco. Dessa forma, a pressão arterial mantém o sangue circulando no organismo e tem início com o batimento do coração, e a cada vez que bate, o coração joga o sangue pelos vasos sangüíneos, onde as paredes dessas artérias são elásticas o que proporcionam as artérias a possibilidade de se esticarem e relaxarem a fim de manter o sangue circulando por todas as partes do organismo.

Valores pressóricos superiores a 140x90mmHg denotam Hipertensão. Conforme a IV Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, compreende-se em estágios: 1 leve - 140x90mmHg e 159x99mmHg, 2 moderada - 160x100mmHg e 179x109mmHg e 3 grave - acima de 180x110mmHg. Mas sabemos que qualquer indivíduo pode apresentar pressão arterial acima de 140x90mmHg sem que seja considerado hipertenso. E isso justamente por sabermos que a pressão pode ser elevada por diversos fatores. Apenas a constante frequência de níveis permanentemente elevados, em múltiplas medições, em diferentes horários e posições e condições (repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão arterial.

 

Efeitos do exercício físico na hipertensão arterial

A hipertensão é considerada uma doença multifatorial, associada às alterações metabólicas, hormonais e fenômenos hipertróficos. Podendo ela ser idiopática ou essencial (quando a sua origem é desconhecida) resultando de diversos fatores, onde, segundo Pitanga, podem ser fatores genéticos, níveis elevados de sal na dieta, obesidade, sedentarismo e estresse emocional. Pode-se afirmar que 90% dos portadores de hipertensão arterial apresentam “hipertensão essencial”. A hipertensão pode ser bastante prejudicial no funcionamento orgânico devido a dois efeitos primários: sobrecarga de trabalho ao coração e danos as próprias artérias pelo excesso de pressão.

A busca por explicações para o efeito redutivo do exercício sobre a pressão em indivíduos normotensos e principalmente em hipertensos tem sido motivos para diversos estudos e pesquisas. Diversos são os fatores dessa queda na pressão arterial através do exercício físico, um deles é a diminuição no débito cardíaco que está associada ao decréscimo da freqüência cardíaca, outro importante é a queda na resistência vascular sistêmica. Uma redução significativa nos níveis da pressão arterial, depende diretamente do tipo de exercício físico, da intensidade e da duração do mesmo. São indicações da Sociedade Brasileira de Cardiologia que o treinamento seja de baixa intensidade, pois, o exercício físico de baixa intensidade diminui a pressão arterial porque provoca redução no débito cardíaco, o que pode ser explicado pela diminuição na freqüência cardíaca de repouso e diminuição do tônus simpático no coração. Quanto à duração do exercício físico, têm sido recomendadas sessões com duração de 30 a 60 minutos, de três a seis vezes por semana, realizados com freqüência cardíaca entre 60% e 80% da máxima ou entre 50% e 70% do consumo máximo de oxigênio.

Marceau et al. compararam o efeito do treinamento de baixa intensidade (50% VO2 max) e moderada intensidade (70% do VO2 max) sobre a pressão arterial medida por 24 horas. Participaram do estudo 9 sujeitos, 8 homens e 1 mulher, durante dez semanas de treinamento. Os resultados do estudo demonstraram que o efeito anti-hipertensivo do treino de baixa intensidade foi mais acentuado no período acordado, principalmente durante as primeiras horas do dia, enquanto o treino de moderada intensidade provocou reduções mais significativas na pressão sanguínea durante as horas de sono.

Em seu estudo, Corraza et al. comparou os efeitos de curta a longa duração, do exercício físico aeróbio, sob a PA de mulheres da terceira idade adulta normotensas e hipertensas limítrofes. Foram avaliadas sete mulheres normotensas e sete hipertensas limítrofes, com idade entre 46 e 68 anos, realizando exercício de caminhada em esteira durante 30 min. Foi observada hipotensão pós-exercício em ambos os grupos, contudo, o exercício físico aeróbio foi capaz de provocar efeito hipotensor após o exercício por até 8 horas similarmente em mulheres normotensas e hipertensas limítrofes.

 

Considerações finais

Podemos observar através desses estudos, que as reduções nos níveis tencionais aparecem em relação direta à prática dos exercícios físicos. Essa resposta poderia ser mediada pela vasodilatação periférica que persiste após o término do exercício, o que poderia diminuir o retorno venoso e consequentemente reduzir o débito cardíaco, além da liberação de substâncias vasodilatadoras na circulação, o que diminuiria a resistência periférica.

Podemos concluir que os efeitos benéficos do exercício físico se dão no tratamento inicial do indivíduo hipertenso, objetivando evitar o uso e/ou diminuir o número de medicamentos que possivelmente venham ser utilizados. Já nos indivíduos sedentários e hipertensos, reduções significativas na pressão arterial podem ser conseguidas com o aumento progressivo na prática de exercícios físicos, com intensidade baixa e com as recomendações feitas anteriores pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Ramon Missias Moreira
Lande Landulfo Caribé
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