EFDeportes.com

Facebook Twitter Google +

Actividad Física Laboral

09.04.2017
Brazil
POR |

Avaliação da qualidade de vida no trabalho de jogadores de futebol profissional de um clube de pequeno porte

Alguns autores consideram a profissão de jogador de futebol uma das mais exigentes e a menos estável, exigindo brutalmente do jogador toda a dedicação e tempo
Características descritivas dos resultados obtidos em cada domínio
Matriz de correlação
Níveis de Satisfação com relação aos domínios propostos por Walton

Introdução

A qualidade de vida tem uma estreita relação com as atividades físicas, conforme citação da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, que referencia a relação entre a saúde, atividade física e qualidade de vida. No mesmo posicionamento a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, afirma “a saúde e qualidade de vida homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física”.

O mesmo se pode dizer do conceito de qualidade de vida no trabalho, que, de acordo com Pilatti e Bejarano, representa “um indicador da qualidade da experiência humana no ambiente de trabalho”, pois cada vez menos se consegue diferenciar a vida do trabalhador fora e dentro da empresa.

O conceito de qualidade de vida no trabalho se desvinculou dos ambientes fabris e se inseriu em todos os ramos laborais. As discussões sobre quais fatores influenciam na produtividade do colaborador, independente do cargo dentro da empresa.

Os jogadores profissionais de futebol sofrem também com a essa disputa acirrada por melhores postos de trabalho. Correa et al. define a profissão como sendo a mais exigente e a menos estável, com uma duração media de 11 anos exigindo brutalmente do jogador toda a dedicação e tempo.

Portanto para conhecer as dificuldades dos principais profissionais do futebol no seu ambiente de trabalho, surge a necessidade de averiguar os níveis de qualidade de vida no trabalho destes profissionais. Avaliar os critérios de cada domínio da qualidade de vida no trabalho, com o objetivo de otimizar as condições de trabalho e minimizar as influências danosas destas interferências causadoras de estresse, com: baixa produção, abandono da carreira entre outros.

 

Metodologia

Os dados foram coletados junto à equipe do Operário Ferroviário Esporte Clube, na cidade de Ponta Grossa, estado do Paraná, no primeiro semestre do ano de 2008. Foi avaliada uma população de 26 jogadores com idades entre, 17 e 24 anos. O instrumento de coleta utilizado foi um questionário baseado no modelo proposto por Walton e adaptado por Timossi, composto de 35 questões fechadas e seccionadas em oito critérios, também denominados domínios: Compensação justa e adequada; Condições de trabalho; Uso das capacidades; Oportunidades; Integração social; Constitucionalismo; Trabalho e vida e Relevância social.

Cada questão disponibilizou cinco opções de resposta. As opções de resposta era 1- Muito insatisfeito, 2- Insatisfeito, 3- Nem satisfeito nem insatisfeito, 4- Satisfeito e 5- Muito satisfeito.

 

Resultados

Foram avaliados 26 jogadores de uma equipe profissional da cidade Ponta Grossa- PR, com média de idade de 20,8 anos e mais de um clube na carreira.

Com análise da matriz de correlação entre os fatores, percebe-se que existe uma relação forte entre os fatores Condições de Trabalho e Uso das Capacidades (0,625) e Constitucionalismo e Relevância Social (0,692). As demais correlações entre fatores não alcançaram o mesmo índice. Porem somente o fator Trabalho e Vida não apresentou correlação final superior ao índice limite de 0,600, demonstrando assim uma correlação final relativamente baixa em relação às correlações finais apresentadas pelos outros fatores.

 

Discussão dos resultados

A pouca disponibilidade de estudos na área especifica da Qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho relacionado ao futebol profissional, dificultam a comparação direta com condições encontradas em outros locais.

O nível total de satisfação encontrado na amostra estudada (63,62%), considerado regular, confirma de certa forma afirmações como as de Correa et al., que afirma que a carreira média de um jogador que atua em equipes de pequeno porte dura entre 9 e 11 anos. Contrastando com esses dados aparece uma realidade muito diferente em equipes de grande porte em que a carreira dura entre 16 a 18 anos, porém são poucos os casos de jogadores que conseguem manter-se sempre em clubes de grande porte por toda a carreira.

Analisando separadamente cada fator, podemos identificar Compensação justa e adequada como sendo o menor índice de satisfação apresentado com apenas 45,75%. Entretanto Rodrigues apontou que somente 21,4% dos atletas escolhem o futebol porque pretendem enriquecer através dele. Amaral, Thiengo e Oliveira afirmam que para 28,6% dos jogadores que abandonaram a profissão, as principais causas foram baixos salários e falta profissionalismo dos dirigentes, confirmando também a satisfação na marca de 62,50% com o fator Constitucionalismo. Mostrando assim que os vencimentos obtidos através do futebol se apresentam abaixo do esperado até mesmo para aqueles que escolheram essa profissão por outro fator.

Rodrigues aponta que para 50% dos jogadores o fator principal para a escolha da profissão, foi o fato de serem dotados de um “dom”, e não a vontade de ganhar dinheiro. Os números apresentados por este autor coincidem com os índices encontrados no fator Uso das capacidades, que se apresentou como um dos mais bem avaliados, chegando a 70,60% de satisfação entre os jogadores entrevistados.

 

Conclusão

A partir deste estudo conclui-se que diversos fatores influenciam o desempenho do jogador durante sua carreira, bem como a duração da mesma. E o melhor conhecimento de cada um deles, de maneira analítica ou global, é a chave para a otimização dos investimentos em melhorias.

Apesar de alguns fatores apresentarem bons índices de satisfação, como Relevância Social, Uso das Capacidades e Trabalho e Vida, mesmo assim o índice geral de satisfação em relação à Qualidade de Vida no Trabalho de jogadores de clubes de pequeno porte se apresentou abaixo do nível considerado bom, ou seja, 70% de satisfação, ficando apenas na marca de 63,62%.

Verificou-se por verdadeiras as hipóteses de baixos índices de satisfação relacionados com salários e condições de trabalho. Além do fator Oportunidades também se encontrar abaixo do nível mínimo de satisfação. Este baixo índice de satisfação se relaciona com a acirrada briga por melhores colocações, principalmente, no mercado dos clubes de pequeno porte, onde a oferta de mão de obra é efetivamente maior.

Evelise Adriane Deloski
Alexandre Emrich Pinto Maia
Luiz Alberto Pilatti
Bruno Pedroso
VER NOTA COMPLETA INICIO
LEER MÁS
El Webstudio