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Motricidad Humana

18.09.2015
Brazil
POR |

As habilidades motoras rudimentares

O objetivo desta resenha foi discutir questões relacionadas ao desenvolvimento das habilidades motoras rudimentares na infância
O conhecimento sobre o desenvolvimento motor torna-se fundamental para os profissionais de Educação Física

O conhecimento sobre o desenvolvimento motor torna-se fundamental para os profissionais de Educação Física, sobretudo, para àqueles que atuam dentro do ambiente escolar. De acordo com Gallahue & Ozmun, é o conhecimento das experiências motoras precoces da primeira infância que torna possível uma melhor compreensão do desenvolvimento que ocorre antes das crianças entrarem na escola.

Haywood & Getchell afirmam que os indivíduos, após o nascimento, devem aprender a refinar os seus movimentos por meio de experiências e mudanças em parâmetros físicos. Gallahue & Ozmun concordam com a afirmação e ainda complementam explicando que, ao nascer, o bebê é submetido a importantes tarefas desenvolvimentistas como: a obtenção do controle sobre a musculatura, o aprendizado de como lidar com a força da gravidade e o ato de movimentar-se de maneira controlada. Estes fatores correspondem às habilidades motoras rudimentares que surgem na primeira infância.

Após o nascimento, o bebê passa a interagir com o meio ambiente lutando contra certas leis da física que restringem seus movimentos. Esta luta é necessária para este bebê possa viver neste meio e interagir de forma mais efetiva e eficiente com o mundo. Para que esta interação ocorra de forma otimizada é necessário que o bebê domine três categorias básicas de movimento: estabilidade, locomoção e manipulação.

Gallahue & Ozmun classificam a estabilidade como a mais básica das três categorias de movimento e justificam esta classificação em função de que todo movimento envolve um elemento de estabilidade. Estes autores também apresentam uma seqüência desenvolvimentista e a idade aproximada do aparecimento das habilidades rudimentares de estabilidade. O controle da cabeça e do pescoço é atingido pelo bebê, aproximadamente, no quinto mês sendo o mesmo, capaz de erguer a cabeça acima do colchão do berço, quando estiver deitado em posição de supinação. O controle do tronco é percebido no bebê, aproximadamente, no oitavo mês, pois este apresenta a capacidade de rolar de bruço para a posição de barriga para cima. O controle da habilidade de sentar sozinho torna-se aparente no bebê por volta do oitavo mês e o controle da tarefa de ficar de pé sozinho (sem apoio) é percebida, aproximadamente, no décimo segundo mês.

Payne & Isaacs afirmam que, na medida em que o bebê adquire o controle sobre o corpo, torna-se mais fácil o desenvolvimento de movimentos de locomoção.

Para Gallahue & Ozmun, as tarefas locomotoras são as de arrastar, engatinhar e andar na postura ereta. O movimento de arrastar do bebê é a primeira tentativa de locomoção objetiva. Este surge por volta do sexto mês (podendo também aparecer no quarto mês) e evolui à medida que o bebê ganha controle nos músculos da cabeça, pescoço e tronco. Já o movimento de engatinhar é considerado como uma evolução do movimento de arrastar e frequentemente desenvolve-se como uma forma altamente eficiente de locomoção do bebê. Esta habilidade surge entre o nono e décimo primeiro mês. O movimento de engatinhar difere do movimento de arrastar, pois o engatinhar ocorre a alternância ou oposição de braços e pernas entre si. A locomoção ereta depende da estabilidade do bebê, pois este deve ser primeiro capaz de controlar o corpo em pé, antes de dominar as mudanças posturais dinâmicas necessárias para esta locomoção. As primeiras tentativas de locomoção na postura ereta ocorrem entre o 10º e 15º mês e são caracterizadas por larga base de apoio. Os primeiros movimentos de caminhada são irregulares e hesitantes, ou seja, não são sincronizados e fluidos e sem o acompanhamento dos braços.

Haywood & Getchell consideram como habilidades rudimentares de manipulação os atos de pegar e alcançar.

Gallahue & Ozmun consideram como aspectos básicos da manipulação os movimentos de alcançar, segurar e soltar.

Acredito que seja indispensável este conhecimento para os profissionais da área de Educação Física e áreas afins, pois sempre defendi a idéia de que, quanto maior for estimulação fornecida ao bebê, melhor será o seu desenvolvimento. Entretanto, é extremamente necessário conhecer as habilidades a serem adquiridas bem como os períodos ou etapas em que estas devem ser estimuladas e desenvolvidas.

Meu posicionamento particular em relação ao conteúdo estudado é refletido, também, pela opinião de Gallahue & Ozmun, no que se refere ao desenvolvimento das habilidades motoras rudimentares. Estes autores colocam que o desenvolvimento das habilidades de estabilidade, locomoção e manipulação são influenciados pela maturação e pelo aprendizado. Dessa forma, uma vez que se proporcione uma inter-relação destes dois fatores, o bebê poderá produzir e refinar as habilidades motoras rudimentares, que na verdade são estágios necessários para o desenvolvimento dos padrões motores fundamentais bem como de habilidades motoras especializadas.

Guilherme Garcia Holderbaum
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