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Actividad Física y Salud

23.10.2017
Brazil
POR |

Aplicação de exercícios físicos no tratamento da lombalgia

Neste estudo foi verificado a eficiência da hidroginástica, exercícios abdominais aquáticos e alongamentos pós-exercícios em indivíduas adultas com lombalgia
Escala numérica de dor
Parestesia
Mobilidade lombo-sacral na 1° semana
Mobilidade lombo-sacral na 2° e 3° semana

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise de lombalgia aguda e durante a sua vida 80% dessas pessoas terão mais de um episódio. A lesão ou degeneração do disco acarreta uma discrepância na biomecânica da coluna vertebral, levando a estágios de hipermobilidade do segmento, com flexão/ extensão e translação para frente/ trás maiores que o normal do corpo vertebral, causando a instabilidade segmentar.

 

Procedimentos metodológicos

Este estudo foi realizado no Serviço Social da Indústria (SESI). Foram selecionadas 3 mulheres, iniciantes de hidroginástica, com idade variando entre 27 a 47 anos, portadoras de lombalgia crônica. Para Avaliação Clínica, as alunas foram avaliadas através de uma ficha de avaliação validada “Instrumento de avaliação da coluna vertebral”, contendo identificação, aspectos posturais e ergonômicos, história de saúde, sinais e sintomas específicos, exames físicos específicos, aspectos posturais e ergonômicos. A avaliação também constava inspeção estática, inspeção dinâmica, palpação e manobras especiais como sinal de Lasègue. As mulheres realizaram um treinamento com duração de três semanas com frequência de quatro vezes por semana com sessões de 65 minutos de duração cada.

O treinamento consistiu em: Hidroginástica em piscina funda, exercícios abdominais aquáticos e alongamentos, sendo a sessão dividida em 35 minutos de hidroginástica em piscina funda, 10 minutos de exercícios abdominais na água e posteriormente 20 minutos de alongamentos estáticos dos músculos do quadríceps femoral, posteriores da coxa, posteriores da perna e flexores profundos do quadril.

 

Resultados

Na avaliação da Escala de Dor, ao analisar aluna NGC, diagnosticada com protrusão discal de L4-L5, apresentou score inicial sete, na segunda semana apresentou uma redução significativa de dor, apresentando score um, permanecendo na terceira semana. A aluna apresentou episódio de parestesia na semana um não apresentando outros episódios nas semanas dois e três. Na mobilidade lombo-sacro, a aluna apresentou algia e restrição nos movimentos de flexão, extensão, inclinação à esquerda, rotação à esquerda na semana um, no entanto na semana dois e três não apresentou quadro álgico ou restrição de movimento.

No segundo caso, SCOG, diagnosticada com protrusão discal em L4-L5, apresentou na escala de dor score nove na primeira semana. Na segunda semana apresentou diminuição expressiva no score para dois e reduzindo para um o score na terceira semana. A aluna apresentou um episódio de parestesia na semana um não mais apresentando nas semanas posteriores. Na mobilidade sacral, a aluna apresentou dor ao realizar o movimento de inclinação à direita para todas as semanas, porém não apresentou restrições.

No caso de SBS, apresentando lombalgia, apresentou score de oito, na escala de dor, na primeira semana, no entanto na segunda e terceira semana score zero, não apresentando quadro álgico. Ao avaliar a o quadro de parestesia, a aluna apresentou apenas um episódio na primeira semana. Na mobilidade sacral, a mesma apresentou dor e restrição ao solicitar o movimento de rotação à esquerda na primeira semana, não mais apresentando qualquer sintomatologia na segunda e terceira semana.

 

Discussão

Segundo Silva, idosos entrevistados que praticavam hidroginástica regularmente apresentavam grande melhora no quadro de dores na região lombar. Wachjemberg et al., em seu programa realizado em atletas com quadro de pós-operatório de hérnia discal lombar, sugeriram bons resultados no tratamento dos atletas, proporcionando retorno dos mesmos às atividades esportivas em 9 semanas ou até 13 semanas após a cirurgia.

A necessidade de exercícios concorrentes se dá, ou pela etiologia da lombalgia, ou pelas restrições de exercícios, seja pela eficácia dos mesmos. O desequilíbrio entre a força da musculatura dorsal e da abdominal pode criar um desvio pélvico, alterando a curvatura lordótica e subsequentemente sobrecarregando o disco vertebral. A flexibilidade da cintura pélvica e escapular deverá incluir as musculaturas agonitas e antagonistas, sem impor estresse na coluna lombos sacra e cervical durante o exercício. A flexibilidade limitada pode provocar dor, ou ser resultado da restrição de alongamento fisiológico devido à inatividade.

Em relação à parestesia verificada durante as sessões de alongamento, Fernandes em seu estudo sobre a sintomatologia aguda da compressão do disco intervertebral, afirma que o paciente pode se queixar de formigamento e falta de força na perna afetada de acordo com a localização da compressão. Caso a compressão seja à direita, o sintoma será no membro inferior ipsilateral. Devido à compressão de raízes nervosas, a sensibilidade no membro inferior do lado acometido pode sofrer alteração além de apresentar dificuldade na marcha ou realizar determinado movimento por incapacidade muscular.

A utilização da escala de dor escolhida para a pesquisa se baseia em Cunha e De Paula que afirma que a aplicação da escala de avaliação da dor é uma maneira de interpretar de forma mais eficaz a dor do paciente, facilitando a tomada de decisões e o planejamento da assistência ao enfermo.

 

Conclusão

Considerando os resultados obtidos na pesquisa atual e associando às pesquisas relacionadas ao assunto, podemos concluir que a aplicação de exercícios de hidroginástica, exercícios de fortalecimento abdominal na água e alongamentos musculares obtiveram relevada influencia na melhora do quadro álgico lombar das alunas estudadas. Além da eficiência na redução da dor lombar, observou-se também a eliminação da sensação de parestesias existentes em duas pacientes durante os alongamentos. Ao analisar a mobilidade lombar, houve redução significativa das dores.

Clemilson Oliveira da Mata
Daniele Alves Bernardo
Vitor Lima de Azevedo
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