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Actividad Física y Salud

22.04.2017
Brazil
POR |

Flexibilidade de jogadores de futsal infanto-juvenil

Este estudo verificou o nível de flexibilidade em jogadores de futsal das categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-18 de uma escolinha de futsal de Imbituba, SC
Caracterização dos grupos (média±desvio padrão)
Valores médios dos níveis de flexibilidade (cm) para os três grupos

Introdução

Há indícios de que as crianças brasileiras constituem grande parte dos que praticam futsal. Isso pode ser entendido, em parte, se considerarmos o processo de urbanização de boa parte das cidades brasileiras que fez com que possíveis locais onde as crianças brincavam e jogavam as suas primeiras "peladas" dessem lugar a complexos residenciais e comerciais. Logo, crianças (pelo menos aquelas que vivem em grandes cidades) encontram nas quadras de futsal de escolas, clubes, condomínios e associações possíveis espaços para, orientadas por professores, "jogar bola".

Sendo assim, o número de praticantes aumenta exponencialmente na mesma medida em que os investimentos científicos na modalidade crescem. No entanto, esse investimento conta com estudos, em sua maioria, qualitativos. Desta forma, houve aperfeiçoamento da parte puramente mecânica do movimento, o que deu ao praticante maior velocidade, força e destreza.

A flexibilidade é definida pela máxima amplitude de movimento em uma ou mais articulações sem o risco de lesão. A flexibilidade é bastante específica para cada articulação, podendo variar de indivíduo para indivíduo e até no mesmo indivíduo.

Basicamente a flexibilidade é resultante da capacidade de elasticidade demonstrada pelos músculos e os tecidos conectivos, combinados à mobilidade articular.

Sendo assim, este estudo teve como objetivo geral verificar o nível de flexibilidade de atletas de futsal das categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-18. Mais especificamente objetivou-se: 

a. caracterizar os três grupos em termos de idade, massa corporal (kg) estatura e tempo de prática; 

b. identificar o nível de flexibilidade dos sujeitos.

 

Material e métodos

Este estudo descritivo foi realizado na Escolinha de Futsal da Fundação Municipal de Esportes, na cidade de Imbituba, SC, Brasil.

Participaram deste estudo 30 indivíduos da cidade de Imbituba/SC, separados em três grupos: sub-12, sub-14 e sub-18. Os sujeitos praticavam atividade física em média três vezes por semana, com uma duração média de uma hora por sessão. Foram selecionados de forma intencional, sendo que para tal deveriam ter idade correspondente ao grupo, frequentarem regularmente os treinos e terem no mínimo um ano de prática.

Para aquisição do nível de flexibilidade foi utilizado o Banco de Wells.

Foram usados ainda, nas medições antropométricas, uma balança digital portátil de precisão da marca Filizola, modelo personal com precisão de 0,1 kg e uma fita métrica com escala de 0,001m.

Os indivíduos realizaram o teste seis vezes, sendo que as três primeiras foram consideradas como de adaptação do individuo ao teste e foi escolhida, dentre as três ultimas, o maior alcance.

Foram considerados ótimos os níveis de flexibilidade acima de 22 cm, bom entre 19 cm e 21 cm, médio entre 14 cm e 18 cm, regular de 12 cm a 13 cm e fraco em 11cm ou abaixo disto.

Os dados foram tratados mediante estatística descritiva: média, desvio padrão, mínimo e máximo e para tanto foi utilizado o programa SPSS 10.0.

 

Resultados e discussão

Os sujeitos do grupo sub 12 apresentaram as menores médias, tanto de estatura, massa e tempo de prática, como já era de se esperar.

Se observarmos as médias relacionadas ao tempo de prática, pode-se perceber a grande maioria dos sujeitos começaram a pratica do futsal em torno dos seis anos de idade. A prática da atividade física deve ser uma constante desde os primeiros anos de vida de um indivíduo. No entanto, sabe-se que a especialização e o treinamento em uma modalidade deve ocorrer após os 10 anos de idade, o que deve ser motivo de preocupação dos técnicos e professores de qualquer modalidade. Sendo assim, parece que o grupo estudado iniciou sua prática precocemente, o que não é correto, mas muito comum, principalmente no futebol e futsal.

Observando o gráfico, pode-se perceber que a média geral do grupo ficou em torno de 18,4 cm, que é considerado como nível médio.

Além disso, os grupos ficaram em ordem decrescente, ou seja, os mais jovens apresentaram níveis de flexibilidade maior que os demais. Isso pode ser explicado pelo fato de indivíduos mais novos estão justamente em fase de crescimento, o que indica que não apresentam ainda a rigidez articular que se estabiliza, não necessariamente de uma forma linear, com o aumento da idade cronológica.

 

Considerações finais

Através deste estudo pode-se perceber que a maioria dos sujeitos iniciou sua prática no futsal precocemente.

Com relação à flexibilidade, observou-se que o grupo apresenta flexibilidade em nível médio, o que demonstra uma realidade já esperada, de que parece não haver muita preocupação a cerca da prática do alongamento no futsal, que é regido na maioria dos casos, de forma empírica.

Sendo assim, técnicos e professores devem estar mais atentos a todas as características fundamentais para a prática de um esporte seguro, cientes de que a isso pode comprometer a saúde dos praticantes.

Amanda Guimarães da Cunha
Rallf Antônio Soares
Hudson Mafra Júnior
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